Inquérito do golpe é mais grave que o mensalão, diz Gilmar Mendes
Ministro afirmou que delação de Cid não deve ser anulada e que não há motivo para impedir Moraes, Dino e Zanin de julgar denúncia. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira (25) que a investigação do inquérito do golpe é diferente de outros escândalos já julgados pela Corte, como mensalão e Lava Jato, e que a gravidade dos fatos narrados torna o caso singular e de difícil comparação.
Decano do Supremo, Mendes disse que a investigação da Polícia Federal foi "exemplar", tendo reunido diversas provas, como áudios e mensagens, que reconstituem o que ocorreu. Para o ministro, a delação do tenente-coronel Mauro Cid está lastreada em fatos e as cobranças feitas pelo ministro Alexandre de Moraes para que o militar explicasse as divergências entre falas e as provas encontradas estão dentro do que prevê a lei.
Mendes disse ainda que não devem prosperar os pedidos das defesas dos denunciados pela tentativa de golpe para deixar de fora do julgamento os ministros Moraes, Cristiano Zanin e Flavio Dino. As declarações do ministro foram dadas em conversa com jornalistas que cobrem o Supremo.
"Do que eu vejo nesse momento, até onde a vista alcança, esses fatos precisam ser examinados agora nessa fase, é um relatório da Polícia Federal muito sólido. Acho que todo mundo que leu vê uma concatenação, uma farta de documentação se você olhar os filmes, as reuniões, as pessoas treinando, então, impressiona, acho que é o que tornou a denúncia bastante concatenada", disse o Mendes.
"O fato em si também é muito diferente de tudo o mais, no mensalão se falava: está se corrompendo a democracia, a compra de votos, aqui é uma coisa muito mais grave, quando se fala de matar o presidente da república, matar o vice-presidente, matar o ministro do Supremo, prender outros, fazer uma intervenção, sabe, é algo se formos buscar uma comparação, por exemplo, com o Mensalão, nós vamos dizer, poxa, é algo, ainda que tivesse a ver com democracia e a liberdade de voto, mas é algo totalmente diverso. A gravidade, portanto, dos fatos narrados é qualquer coisa de especial, e que se tem avançado tanto", completou.
Segundo o ministro, é importante que se assegure a mais ampla e plena defesas a todos os investigados e que todos os fatos da denúncia eventualmente duvidosos sejam examinados e questionados.
Ministro afirmou que delação de Cid não deve ser anulada e que não há motivo para impedir Moraes, Dino e Zanin de julgar denúncia. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira (25) que a investigação do inquérito do golpe é diferente de outros escândalos já julgados pela Corte, como mensalão e Lava Jato, e que a gravidade dos fatos narrados torna o caso singular e de difícil comparação.
Decano do Supremo, Mendes disse que a investigação da Polícia Federal foi "exemplar", tendo reunido diversas provas, como áudios e mensagens, que reconstituem o que ocorreu. Para o ministro, a delação do tenente-coronel Mauro Cid está lastreada em fatos e as cobranças feitas pelo ministro Alexandre de Moraes para que o militar explicasse as divergências entre falas e as provas encontradas estão dentro do que prevê a lei.
Mendes disse ainda que não devem prosperar os pedidos das defesas dos denunciados pela tentativa de golpe para deixar de fora do julgamento os ministros Moraes, Cristiano Zanin e Flavio Dino. As declarações do ministro foram dadas em conversa com jornalistas que cobrem o Supremo.
"Do que eu vejo nesse momento, até onde a vista alcança, esses fatos precisam ser examinados agora nessa fase, é um relatório da Polícia Federal muito sólido. Acho que todo mundo que leu vê uma concatenação, uma farta de documentação se você olhar os filmes, as reuniões, as pessoas treinando, então, impressiona, acho que é o que tornou a denúncia bastante concatenada", disse o Mendes.
"O fato em si também é muito diferente de tudo o mais, no mensalão se falava: está se corrompendo a democracia, a compra de votos, aqui é uma coisa muito mais grave, quando se fala de matar o presidente da república, matar o vice-presidente, matar o ministro do Supremo, prender outros, fazer uma intervenção, sabe, é algo se formos buscar uma comparação, por exemplo, com o Mensalão, nós vamos dizer, poxa, é algo, ainda que tivesse a ver com democracia e a liberdade de voto, mas é algo totalmente diverso. A gravidade, portanto, dos fatos narrados é qualquer coisa de especial, e que se tem avançado tanto", completou.
Segundo o ministro, é importante que se assegure a mais ampla e plena defesas a todos os investigados e que todos os fatos da denúncia eventualmente duvidosos sejam examinados e questionados.